sexta-feira, 20 de julho de 2012

VII PASSOS BRUTAL METALFEST

Passos-MG

DIA 21/07/2012



O festival se inicia com a banda VIRGENBITCHES http://virginbitches.tnb.art.br/de Monte Santo de Minas. A banca tocou basicamente covers do JUDAS PRIEST, IRON MAIDEN e DIO. Necessitou ver o feeling da banda em composições próprias, pois seu repertório era basicamente de covers, o que é bom para a galera metálica presente, mas a banda deveria ter em seu set-list composições próprias, mas impressiona a capacidade na execução desses covers, tocam muito!!. 




A segunda banda foi o SEVENTH SAVIOR http://www.facebook.com/seventh.savior com um som parecido ao HALLOWEEN e bandas do estilo, impressionou a versatilidade e a sua musicalidade. A crítica é a mesma, a aposta em um set list de composições próprias, o que dificulta saber qual a identidade da banda. Eles tocam muito e deveriam apostar em um show somente com suas composições.



Uma das bandas mais poderosas da noite foi o ABISMAL FOREST http://www.myspace.com/abysmalforest de Varginha que mostrou suas composições, seu som, um poderoso DEATHBLACKDOOM de primeira. O vocal é alternando um grave e um agudo vociferante também alternando bases pesadas e rápidas. Este foi um dos momentos altos do festival, pois a banda mostrou realmente, o porque deve ser respeitadas e certamente uma das bandas mais cultuadas no cenário underground. Vale a pena conferir seu som o link.

 


O ABISMAL FOREST deixou os bangers presentes sedentos de mais brutalidade sonora, o MASTURBATOR http://www.myspace.com/masturbatorband só não manteve o nível como o elevou. Assim como o  ABISMAL executou somente suas composições próprias, a banda preferiu tocar seus cinco sons preparados para o festival dentre eles: SEX INVASION e PORNOGRAPHYC TERROR e uma inédita, em uma apresentação curta, mas avassaladora. O MASTURBATOR mostrou porque é uma das bandas mais respeitadas e cultuadas do cenário underground, não ficou pedra sobre pedra! Um show com alma!!! A galera gritava o nome da banda e Sidinei Slaughterman, no ponto alto do show, aproximou-se da platéia e tocou, em meio ao pessoal que delirou e gritava o nome da banda. Foi uma sensação especial, pois era o primeiro show do MASTURBATOR, após a volta.




                                                                                                 























CONTINUA..........................

      
ENTREVISTA BANDA MASTURBATOR


O blog ESCARRO SONORO tem a honra de entrevistar o grande Sidinei Slaughterman, guitarrista da banda MASTURBATOR de Franca/SP. Ele um dos fundadores da cena underground brasileira e do lendário BESTIALWAR, a mãe de todas as bandas undergrounds como NECRÓFAGO, NECROVOMIT, NECROBUTCHER, INFANTRICIDE, MAYHEN DECAY CUDGEL, TRUCIDATOR e o MASTURBATOR  e tantas outras. O MASTURBATOR já é uma banda veterana e que fora reativada nos últimos anos dando uma grandiosa contribuição à cena underground atual, agora revigorada. A banda nesta formação conta com ninguém menos importante como os grandes Jason Dissector, Paulo Sadus e Samuel Tormentor. Vamos à entrevista.


E.S. Saudações Sidinei é uma honra entrevistá-lo para falar sobre o MASTURBATOR. Gostaria de perguntar inicialmente como está a formação do MASTURBATOR 2012 ?

Sidinei: 
Primeiramente, a honra é toda minha por essa oportunidade de falar algo da nossa historia.
Depois que voltamos tivemos algumas mudança, devido á varios fatores como lugar p/ ensaios, equipamentos e alguns havia dificuldade em tocar nossas musicas.
Mas felizmente tive a honra de reunir irmãos especiais p/ essa jornada e a formação é a seguinte: Eu Sidinei Slaughterman(guitar), Samuel Tormentor(vocals), Jason Dissector(bass), Paulo Sadus(drums) e estamos com um outro guitarrista solo, estamos ensaiando e tal mas vamos aguardar pouco anunciar e formalizar.


E.S: Vocês deram um tempo, qual a diferença desse MASTURBATOR 2012 daquele anterior do final dos anos 80 e início dos 90?


Sidinei: Sim, ficamos mais de uma década parados, muitas coisas aconteceram, cada um foi dar um jeito na vida estudar e tal...O resultado é que ficamos mais amadurecidos e convictos que a banda é algo que faz parte da nossa vida.
Apesar de eu ser suspeito para descrever uma diferença, mas vamos lá eu acho que musicalmente ouve uma pequena evolução natural, mas nosso som é a mesma pegada que é um death metal pesado e rápido procurando sempre diferenciar das demais banda do estilo.
Fazer algo diferente sempre foi nossa obsessão e colhemos muitas críticas positivas a nosso favor em revistas, fanzines, jornais...Aqui do Brasil e exterior no passado.


E.S: Soube que vocês foram convidados, mas não tocaram no AVALANCHE METAL FEST em Rio Preto, quais os motivos?
Sidinei: Estavámos nos preparando para tocar no Avalanche Metal Fest, mas infelizmente não rolou dessa vez.
Lembramos a todos que sempre tem nos dado apoio e desejava apreciar nossa presença, que o problema ocorrido nada tem haver com a banda e sim por motivos técnicos relacionado a produção em virtude do tempo do evento. Outras bandas também não irão participar pelo mesmo motivo.
Esse evento seria o primeiro com essa formação brutal.
Mas não vai faltar oportunidade para curtimos juntos...

E.S: Quais são os novos sons e os seus temas?

Sidinei: Nós temos 5 composições novas que estamos lápidando.
Quanto aos temas, são relacionados a profusões sexuais, sodomia...Enfim coisas sadicas e brutais relaciodanas ao sexo, mais com consciência, nada de pedofilia ou apologia a violência contra a mulher, apenas fazemos relatos.

E.S: Como vocês estão vendo a cena underground recente, o que mudou dos anos 80 e 90 para cá em termos de estrutura e também atitude?

Sidinei: 
 A cena underground hoje se a gente for comparar ela é mais ideologica e virtual, tem banda que se rotula underground mas já nasce com performance de banda grande.
Tem bons equipamentos, material de alta qualidade gravado, recebem cachê e tal...Muitos tem uma visão de underground, mais na verdade é só nas idéias mesmo, pois na prática esta um pouco distânte.
No passado era tudo compartilhado pela dificuldade p/ tudo, me lembro que a gente ensaiava até 3 bandas juntos porque muitos não tinham equipamentos ai a gente dividia o tempo e compartilhava os instrumentos.
Intrumentos mais caros eram improvisado, bateria por exemplos as vezes era feita em casa de ferragem de construção e peça de fanfarra, o som era horrível mais era nossa realidade.
Os shows normalmente as aparelhagens eram péssimas, mas todos curtiam numa boa, os eventos eram brutais, o pessoal agitava p/ caramba, isso era o underground....
Para divulgar algo era mais demorado na base de cartas e boca a boca, teve situação que show foi cancelado e a gente foi com uma galera sem saber do ocorrido, pois a pessoa tinha mandado carta avisando, mas não chegou a tempo ai ficamos reunidos bebendo sem rancor.
Hoje é tudo oposto, tudo é mais rapido e de melhor qualidade, o pessoal é mais exigênte e tal...É até díficil analisar!!!
Até a gente hoje tem um studio próprio p/ ensaios, coisa que a gente nunca imaginava ter.
Mas normal, o importante que o underground não morreu tem bandas e pessoas que valorizam o ideal soberano.

E.S: Estamos observando pelo FACEBOOK algumas fãs do "peito" do MASTURBATOR, inclusive alguns gestos muitos sensuais com a camiseta do MASTURBATOR que realmente nos deixam felizes!! Fale sobre essa nova estratégia de divulgação no meio underground utilizada pelo MASTURBATOR?? rrsss...

Sidinei: Bom, o fato de várias girlbangers se indentificar com a banda, talves seja porque a gente sempre apoiou as garotas a curtir metal extremo.
Nossa cultura sempre foi de sermos amigos de quem nos dão apoio, lá tem fotos de amigos homens também, mas como todas garotas são lindas e sexys, nós homens ficamos meio despercebidos.
     
Tenho enorme consideração por todos(as), pois afinal sempre colocamos as pessoas que gostam da banda como algo importante para a existência da banda,não somos profissionais, temos uma consideração de igualdade, tanto faz estar no palco ou no público, o importante que somos todos headbangers.
Mas resumindo não é nenhuma estratégia de marketing, creio que é o nome da banda que faz esse interesse mesmo.rsrsrsr
E.S: Como anda a cena underground em Franca, quais as bandas irmãs você poderia mencionar?

Sidinei: 
 Temos amizades com muitas bandas aqui em Franca, mas por incrível que pareça no estilo extremo death metal, hoje somos os únicos por aqui. Agora tem a Cursed Crist que é black metal, excelente banda de grandes irmãos que estão na ativa desde os anos 90s
Agora a galera antiga que curti estão quase todos em evidência por aqui.
Franca tem uma cena bem conservadora, mas a convivência com os novatos é excelente.
Hoje temos bares, lojas, grandes eventos e tal...No geral sempre da para melhorar.


E.S:  Sidinei, diante desta sua longa trajetória no underground e tendo iniciado, lá em 1986, com o grande BESTIALWAR, mais de 25 anos dedicados ao underground e um dos seus fundadores, qual o balanço que você faria para o blog ESCARRO SONORO? 
Sidinei: 
 A Bestiwar foi a banda mãe de todas as bandas aqui de Franca, tenho muito orgulho ser um dos fundadores, foi nossa inocência e adolescência de banda com o ideal de ser a banda mais brutal do mundo.
Era tudo na humildade, a gente fazia tudo sem ligar p/ críticas era algo sujo agressivo, satânico e brutal mesmo, fomos referência p/ muitas bandas na época.
                  
E.S. Este é o momento da entrevista em que está aberto para você falar o que desejar, inclusive sobre aquilo que não foi perguntado nesta entrevista.

Bom, para finalizar gostaria de agradecer a todos que ao ler puderam compartilhar de nossas idéias e conhecem nossas músicas, saiba que você é um irmão especial p/ gente, sentimos muito honrados...
Você Samuel irmão de longa data, eu não tenho outra palavra a não ser OBRIGADO!!! Longa vida a você irmão e ao Blog Escarro Sonoro.
Valeu, um forte a abraço.......Death Metal Sempre!!!




ENTREVISTA ANTICHRIST HOOLIGANS



A cena underground está se renovando recentemente. Uma prova disso é o surgimento de novas bandas que mantêm a distorção dilacerante ao volume extremo !!! Uma dessas bandas é o ANTICHRIST HOOLIGANS de Florianópolis, Santa Catarina. Embora a banda tenha apenas alguns anos, seus membros tem uma longa trajetória na cena underground. Por exemplo, na batera O ANTICHRIST HOOLIGANS conta com ninguém menos que o grande Cristiano “KRANIUM” Passos fundador do lendário NECROBUTCHER.  O blog, ESCARRO SONORO UNDERGROUND SCENE, entrevistou a ANTICHRIST HOOLIGANS GANG. Nessa entrevista eles nos contam sobre o surgimento da banda, suas influências e o atual cenário underground em Florianópolis e, sobretudo nos explicam o que vem a ser o METAL PUNK, pois é assim que eles se definem. Vamos à entrevista.





E. S: Contem um pouco sobre a formação do ANTICHRIST HOOLIGANS.
Andrey – A banda começou como uma idéia de apenas nos reunir e fazer um som que curtimos, não tínhamos nenhuma pretensão inicial de nos tornar uma banda, e nem imaginaríamos que em tão pouco tempo teríamos uma repercussão tão positiva e com parceria da gravadora Hammer of Damnation. Isso tudo aconteceu de forma natural, claro que não posso deixar de mencionar que umas das principais razões para a visibilidade da banda é ter na banda membros do Necrobutcher e Osculum Obscenum, isso com certeza abriu muitas portas.
Guilherme – Como o Andrey citou, a banda foi criada com a intenção de reunir a turma old school da cidade e fazer um som agressivo, mas somente pra diversão. E sempre fomos compondo, nos divertindo... até que começaram a pintar os convites para shows e resolvemos encarar esse desafio. E desde então, não paramos mais de tocar por aí.

E.  S: Cris, você poderia apresentar a moçada que está compondo com você o ANTICHRIST HOOLIGANS?
Cristiano – Então, Samuel, além de mim na bateria, tem o baixista Andrey, que foi o cara que reuniu a banda, pois foi o primeiro a ligar pra todo mundo e fazer os contatos. Sem essa iniciativa dele, talvez a banda nem existisse. Daí tem também o Guilherme, grande guitarrista que tem uma veia thrash/death muito boa, além de uma grande criatividade para os riffs, tanto que as principais composições partem inicialmente da cabeça dele e, por fim, o vocalista Diego, grande “performer” que consegue injetar na galera que vai aos shows uma puta dose de adrenalina, característica que tem contribuído pra banda se destacar no cenário. Em resumo, cada um dá sua contribuição importante pra Antichrist Hooligans ser o que é. 

E. S: Porque escolheram esse nome e o que representa ANTICHRIST HOOLIGANS??
Andrey – A idéia do nome da banda foi do Cristiano, tivemos várias idéias e um nome anterior a esse que ficou no início da banda, que era The Blasphemers, também idéia do Cristiano. Com certeza, o Cristiano responderá melhor, já que o ‘dono da bola’ é ele ehehehehehehehehe.
Cristiano – Essa ideia veio da necessidade de criar uma combinação inusitada de palavras que representassem o que estamos fazendo em termos musicais e de postura também. Assim, “Antichrist” é uma palavra bem característica do meio metálico, principalmente o seu lado mais extremo, e que tem uma força simbólica de oposição bastante grande, considerando que vivemos em uma sociedade cristã. Por outro lado, “Hooligans” são aqueles grupos de arruaceiros fanáticos por futebol que assombram a Europa e o termo soa bem realista, quase punk, eu diria. Assim, basicamente, quando penso em Antichrist Hooligans, imagino um cenário apocalíptico, em que as ruas deste mundo cão seriam tomadas por vândalos anticristãos prontos para instaurar o caos definitivo e incendiar esta sociedade, ajudando-a a se afundar em seu próprio ímpeto autodestrutivo. Enfim, acima de tudo, foi um nome que soou bem e decidimos adotar, porque, no fundo, é isso que importa, né?

E S:  Pelo que estamos acompanhando o A.H. já está pegando uma boa bagagem de shows poderia contar como foram alguns deles? O que representaram para vocês?
Andrey – Tá sendo massa... nosso primeiro show foi o Necrolust Festival I, no dia 19n de fevereiro de 2011, foi um show memorável, por ser o primeiro show foi cercado de nervosismo, mas acabou sendo um show perfeito. Depois tocamos em festivais organizados pelo Fernando Mahatma da Banda Sin Rejas e do Ricardo da banda Sengaya, esses festivais foram muito massa, pois reuniam bandas de metal e bandas punk, foi com certeza um festival pra unir novamente essa raça, que infelizmente por ideologias se separaram em meados dos anos 90, mas o Fernando Mahatma e o Ricardo Ullrich conseguiram resgatar novamente a união de Punks e Headbangers, afinal todos nós fazemos parte do Underground.

Guilherme – Estamos adquirindo uma boa bagagem de shows mesmo... eles representam a maior satisfação pessoal que uma banda pode esperar. Ver a galera curtindo e agitando nos nossos shows não tem preço.

Cristiano – Até agora, os shows têm acontecido e têm nos servido muito como aprendizado, pois uma coisa é ensaiar com os amigos e outra bem diferente é tocar ali na frente de todo mundo e transmitir aquela energia real que faz a raça querer bater cabeça e exorcizar os seus demônios nos shows. Enfim, ainda bem que tudo tem dado certo e os convites têm surgido com certa frequência para uma banda nova como a nossa, além de termos recebido respostas muito positivas em cada apresentação.

E. S: Cris, você fez parte do grande NECROBUTCHER poderia dizer qual a diferença entre o NECROBUTCHER e o ANTICHRIST HOOLIGANS? O prazer é o mesmo? Qual a diferença em termos de estrutura de 1989 para 2012?
Cristiano – Bem, basicamente, a diferença principal está na maturidade da banda, pois o Necrobutcher, apesar de todo estardalhaço que causou no underground na década de 1980, era uma banda de adolescentes cuja motivação maior era fazer o som mais brutal, barulhento e agressivo possível. Hoje, a Antichrist Hooligans é formada pro veteranos, todos entre 33 e 38 anos, com outras experiências na vida. Assim, não é nossa intenção ser a banda mais barulhenta ou rápida de todas, não estamos competindo com ninguém, mas somente fazendo o som que curtimos fazer e ouvir. Quanto ao prazer de tocar, é o mesmo sim ou até maior, porque hoje me sinto mais à vontade para simplesmente tocar e não me importar nem um pouco com opiniões alheias. Na época do Necrobutcher, opiniões alheias mal-intencionadas eram vistas como um estímulo para ficarmos ainda mais agressivos, o que não acontece hoje em dia, pois não faz mais sentido ficar dando ouvidos a quem não entende o que faço. Agora, logicamente que a grande diferença da Antichrist para o Necrobutcher está nas condições materiais de que hoje dispomos. Naquela época, pra tocar tinha que ser guerreiro mesmo, pois não se tinha instrumentos bons, não se tinha aparelhagem, como amplificadores e tal, que eram emprestados (e tinham que ser devolvidos a cada ensaio...lembro que, somando os trajetos de ida e vinda, caminhávamos umas três horas carregando uma caixa amplificada pesadíssima), microfones bons eram raridade, além de serem caríssimos. Então, na real, a gente não tinha dinheiro e não havia mesmo estrutura decente para bandas de som pesado, como pedais, guitarras, estúdio ou coisas do gênero, assunto do qual tu, Samuel, entendes tão bem quanto eu, certamente. Enfim, essas dificuldades não nos impediam de fazer nada, mas hoje em dia eu não sei se teria o mesmo pique pra encarar tantas dificuldades. O mais importante, entretanto, é que hoje minha cabeça está melhor e acho que essa segurança psicológica é fundamental. Quem dera eu a tivesse na época do Necrobutcher, hehehehe.

E. S: Fora o Cris, todo o pessoal do A.H. tem experiências anteriores ou sejam tocaram em outras bandas?
Diego – Black Christ (1993-1995);  black metal
              Caibalion      (1995-1998);  black metal
              Masochrist    (projeto paralelo/ 1997-1999) cyber black war metal
              Osculum Obscenum (1998-2008) sado grind black metal
              HellFuckers  (2011…) crust black metal
Andrey – Eu comecei a tocar guitarra com 12 anos de idade, por influência do meu irmão, mas nessa época eu conheci o Thrash Metal e tinha mais noção sobre a música, então formei uma banda de Thrash chamada Hard Face, em 1991, com mais um amigo da escola, ensaiávamos no intervalo do ensaio da Banda Asphyxia, o baterista da banda, Zezão, emprestava sua destruição na bateria para a banda... depois entrou um baterista da nossa idade, mas a banda não foi longe. Toquei em 92 a 93 com a Platonic Hate, crossover, 93 com a Anal Putrefaction, Splatter, 93 com o Marcha Fúnebre, 95 num projeto de Splatter/noise e em 2010 na Antichrist Hooligans

Guilherme – Apesar de gostar de METAL desde a metade dos anos 80, só comecei a tocar guitarra em 1995. A minha primeira banda foi a MORBUS INFERNO (Thrash – 1997)... e após ela passei por diversas bandas de diferentes estilos dentro do METAL como BURN (Heavy em português), POWERSTEEL (Power), GARDENIA (Hard Rock), MONSTER TRUCK (Thrash), THE FACE (Thrash), MISTER TWISTED (Hard rock), MONTTANA (Heavy em português). Atualmente, além da ANTICHRIST HOOLIGANS, toco na SODAMNED (Death Metal - Guaramirim – SC).

Cristiano – Eu toquei no NECROBUTCHER (1988-1990), SUBVERSIVE REEK MUTE PERTURBATION (S.R.M.P., Grindcore, de 1990-1992), além de ter passado por diversos projetos paralelos nessa época, como PARESTHESIC NEURODEFORMITIES (Noisecore total, na linha 7MON, Industrial Resistance, Crawl Noise, FOG), WIRELESS HELOT (Death Metal), THE SATURDAY (grind/thrash na linha Majesty, Nausea, Deathstrike, Cremation), PSYCHOPATHIC NARROW (um som inclassificável, psicodélico, improvisado, de cunho existencial, influenciado por Godflesh, Gore (Hol), Big Black, Einstuerzende Neubauten e outros sons diferentes) e SCRAPPY SCREWS ORCHESTRA (Harsh Noise experimental feito com ruídos diversos, loops, instrumentos infantis, moedores de carne velhos, violão desafinado e com pedal, fitas cassete rodando de trás pra frente, tudo que a gente encontrasse pra experimentar). Todos esses projetos ocorreram entre 1989 e 1992. Depois disso, embora continuasse ouvindo metal e punk, me afastei um pouco da cena, que tava muito saturada, e tive outras experiências musicais, geralmente tocando música sem fronteiras estilísticas e de improviso, mas nada sério, entre 1994 e 1998, mais ou menos. Em 2005, voltei a mexer com música, mas tocando teclados com minha esposa em casa e, depois, em 2007, comprei uma bateria, voltei a tocar em uma banda de som popular de boteco (brega) e, finalmente em 2010, nasceu a ANTICHRIST HOOLIGANS.

E. S: Como vocês vêem a cena Underground atual? Vocês se consideram METALPUNK, o que é o METAL PUNK?
Diego – Em minha opinião, o termo está sendo muito usado agora, mas nada mais é do que o ressurgimento do espírito do antigo underground, pois toda essa merda moderna está acabando com o que se poderia chamar metal. Acho que não é preciso copiar o som das bandas antigas, e sim o que é preciso é ter mais atitude e ser menos tolerante com certas coisas. É o metal feito de forma mais agressiva e primitiva, como faziam as grandes velhas bandas punk, que foi de onde surgiu toda a essência da violência sonora do metal extremo.

Guilherme – A cena underground, a meu ver, está se reestruturando novamente. O pessoal está se unindo e tem organizado bons eventos. Aqui em SC a cena é forte, grandes eventos estão sendo organizados, boas aparelhagens e com todo mundo se ajudando. Nós nos consideramos METAL PUNK sim. Tanto pelo lado musical (influências em algumas músicas nossas e tbm porque ouvimos muitas bandas nesses estilos) como pelo lado pessoal, porque compartilhamos idéias que vão ao encontro da ideologia METAL PUNK (protestos contra podridão política que assola nosso país, desigualdades sociais, violência, etc).

Cristiano – Acho que tem muita coisa boa no Underground ainda, apesar dos mais apocalípticos dizerem que o Underground morreu, que não tem mais nada legal como antigamente e coisas do gênero. Porém, acho que é tudo uma questão de saber filtrar todo esse material que rola por aí, porque existe uma cena atuante, formada tanto por veteranos quanto por gente mais jovem interessada em manter a história do Underground viva, bem como em trazer novos horizontes à cena em meio ao desenvolvimento tecnológico. Quanto ao termo METALPUNK que utilizamos pra definir nosso som, na minha concepção, é só uma forma de simplificar as coisas, já que a essência do nosso som se encontra no metal e no punk. Na real, acho que estamos cansados de ver tantas denominações de gênero e subgênero se proliferando e não queremos que a essência se perca em meio a tantos nomes. 

E. S: Do que falam as letras do ANTICHRIST HOOLIGANS? Quais as questões que a banda levanta?
Diego – Se depender de mim, sempre será sobre anticristianismo, destruição do mundo, sexo, violência e satanismo.
Cristiano – Também há uns temas sobre a vida underground, histórias relacionadas a esse verdadeiro “way of life” em que atuamos, como “Heavy Metal Attack” ou “Nuclear Beer Drinkers”, por exemplo.

E.      S: Em Santa Catarina há uma cena com bandas irmãs do Antichrist Hooligans?
Andrey – Sim, aqui em Florianópolis temos os irmãos das bandas Skombrus (Thrashcore) bem na linha oldshcool, Sengaya (grindcore), Sin Rejas (Hardcore), Homicide (Grindcore), Lethal Machine (heavy Metal), em Itajaí temos os irmãos da banda Battalion (Heavy Speed Metal) na linha oitentista, muito foda essa banda, em Rio Negrinho, a banda Carrasco, que faz um Death Metal old school fodástico.

E. S: Ao final, o que vocês gostariam de dizer e que não foi perguntado nessa entrevista?
Andrey – Agradecer a oportunidade de poder responder a entrevista e dizer que logo saíra nosso primeiro álbum pela gravadora Hammer of Damnation, do grande amigo Luiz que acreditou na banda e esta dando essa oportunidade de mostrarmos um pouco do barulho que fazemos...é isso Samuel, valeu mesmo, forte abraço.... e a todos: Keep your mind sick.

Cristiano – Samuel, acho que é isso que o Andrey já disse: valeu mesmo pelo espaço! Aproveito pra agradecer também ao Luiz, da Hammer of Damnation (www.hammerofdamnation.com.br) pelo apoio fundamental que estamos recebendo em tão pouco tempo! Estamos empolgados com essa história de ter novamente uma banda que faz um som pesado e brutal do jeito que todos nos gostamos, sem aquela velha preocupação de ser mais isso ou mais aquilo. É simplesmente fazer um barulho que possa combinar tudo aquilo que sempre ouvimos, de Motörhead a Sore Throat, de Assassin a Discharge, do rock’n’roll cachaceiro dos anos 70 à crueza do Hellhammer, ou seja, um som sujo, pesado e orgânico como nos velhos tempos!